Crianças e pets

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Pesquisas indicam melhores condições de saúde, tanto física como mental, em crianças que convivem com animais domésticos.

Por: Rodrigo Taddeu (Psicólogo e parceiro da Revista Nova Folha) 

Entre as vantagens mais observáveis, nota-se o desenvolvimento de habilidades sociais. Conversar com o seu gato ou cachorro não é um absurdo! Não se preocupe! A questão é que se a criança tem dificuldades de se expressar com pessoas, a relação com o pet pode ajudá-la a generalizar os comportamentos para outras pessoas, então, falar com o cachorro tá liberado!

 

 

Muitas espécies de mamíferos são sociáveis, vivem em bando, inclusive a nossa. Portanto, muito nos interessa se a outra pessoa aprecia o cuidar e a troca de favores, seja com pets ou com pessoas. Entre as crianças, por exemplo, o brincar é marcado por essa troca de favores e cuidados, de modo que: a criança pode ganhar e possibilitar vantagens com aquela que mantém trocas e cuidados.  Esse pode ser um ponto de partida para ensinar a criança a cuidar de seu animal, além da própria troca de carinho e bem estar com o pet.

 

 

Outra vantagem importante da convivência com pets reside no auxílio ao falecimento ou separação de pessoas próximas. Pesquisas com adultos que convivem com animais sinalizam uma diminuição da pressão sanguínea e, consequentemente, do estresse. Fato semelhante ocorre com crianças que, junto de seu animal de estimação, podem lidar melhor com esse tipo de evento.

Mas ATENÇÃO: Negligência e, inclusive, maus tratos podem ser consequências da convivência inadequada entre crianças e pets. Por isso, independente da idade, é fundamental que os pais conheçam as habilidades da criança e avaliem as melhores condições para a relação, como o espaço físico e as características e necessidades do animal.

E nós da Revista Nova folha aconselhamos: Tenham muitos bichinhos! Claro, com responsabilidade! Um bom "começo" é ter Hamsters (Mas SOMENTE se você tiver a convicção de que pode confiar em ter bichinhos tão frágeis) Entenda: Eles são super sensíveis: Ao som, frio, calor, toque... Então há de se pensar muito antes de adquirir um animalzinho desses, viu.

(Dica da nossa leitora Titânia Trentin) Que nos alertou sobre a fragilidade dos pequeninos.

Todo cuidado é pouco (Já que dependendo da idade dos pequenos, eles podem acabar apertando os "ratinhos" e os machucando). Ter bom senso é o primeiro passo, conhecendo os limites da casa, tempo e da criança, claro.

Fotos: Pixabay
Matéria: Rodrigo Taddeu

 

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